Organizada pelos grupos forcados amadores de Évora e de São Manços

A marcha taurina que ia decorrer em Évora no próximo sábado foi adiada, devido ao aumento de casos de infeção por Covid-19 que se têm registado nos últimos dias.

Este protesto estava agendado em cerca de 20 localidades portuguesas continentais e insulares. No caso de Évora, a organização é do Grupo de Forcados Amadores de Évora (GFAE) e do Grupo de Forcados Amadores de São Manços (GFASM).

Segundo os promotores, o facto do “setor tauromáquico ter vindo, nos últimos tempos, a ser injustamente discriminado e censurado pelo Governo português” esteve na origem da organização desta marcha.

No entanto, “a realidade e os números provocados pela pandemia de Covid-19 têm piorado nos últimos dias”, é destacado pela organização, tendo sido decidido o adiamento da iniciativa a nível nacional.

De acordo com o comunicado publicado na página de Facebook do GFAE, “poderão existir várias razões para estes números”, apontando “o desconfinamento completamente hipócrita, a permissividade benevolente e promíscua em relação às manifestações públicas que têm acontecido recentemente, a falta de estratégia por parte das entidades responsáveis, entre outras”.

No entanto, os organizadores realçaram que “o aumento de casos e o piorar da situação, garantidamente, não se deve à tauromaquia, nem aos aficionados”.

Acrescentaram que “apesar de estarmos a ser injustiçados e discriminados, queremos em primeiro lugar proteger os nossos concidadãos”, reforçando que “não queremos pôr ninguém em risco”.

Como tal, os promotores asseguraram que “também não vamos ficar parados à espera que esta ditadura do ‘gosto’ nos seja ilegalmente imposta”, referindo que “vamos reagir pelos meios judiciais tidos por adequados à proteção intransigente da nossa causa, a cultura, pelo modo mais eficaz e célere, no cumprimento escrupuloso da lei, bem como na defesa da sua justa aplicação”. Relativamente ao protesto agendado, explicaram que “face aos números preocupantes das regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, quanto à situação da Covid-19, decidimos alterar a data das nossas marchas para um dia o mais próximo possível, esperando que, nessa data, a situação possa estar mais controlada”.

Autor : Marina Pardal

Fonte : Redação DS

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