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Futebol no feminino

Treinadores alentejanos trouxeram norueguesas a estagiar em Évora

24 Março 2016

Um torneio internacional animou a tarde de sábado no campo de futebol do Grupo Desportivo e Cultural do Bairro de Santo António. Eram quatro equipas, uma das quais oriunda da Noruega, que escolheu Évora para fazer o estágio de pré-época. E porque Évora? Sobretudo porque quem as treina é de cá.

João Vítor, João Pereira e André Matos. Três nomes conhecidos no meio futebolístico eborense. O que foram eles fazer para a Noruega recentemente? Tentar a sorte. E, para já, está a correr bem esta aventura. Além de jogarem no seu clube, o “Osteye”, começaram a treinar a equipa de juniores de futebol feminino. A ligação a Évora já colheu frutos. A procura de um clima mais ameno nesta altura do ano, levou o ´mister´ João Vítor a escolher a sua cidade para o estágio de pré-época. A comitiva chegou ao Alentejo a 16 de março. Regressa amanhã à Noruega.

Os três futebolistas, que por cá jogaram em clubes como Lusitano, Juventude e Portel, falam de realidades “muito diferentes” entre Portugal e Noruega, ao ponto de terem conseguido os meios para trazer uma equipa de juniores a estagiar em Évora. “Encontrámos lá ótimas condições que aqui são impossíveis de alcançar, porque há falta de meios Afinal, a Noruega é um país rico”, sublinhou ao “Diário do Sul”, João Vítor, 25 anos, enquanto ia dando as instruções e as táticas às suas “craques”, sempre coadjuvado por João Pereira. “As miúdas estão a adorar a experiência em Évora. Acho que a cidade foi uma escolha feliz, mas é claro que eu sabia o que vinha encontrar e que seria muito bom para elas”, justificou o treinador, admitindo que a aventura rumo à Noruega “foi a melhor opção desportiva” que fez na vida.

A oportunidade de treinar a equipa de juniores femininos do Osteye surgiu à boleia de um convite da direção do clube, que percebeu existir vocação para tal em João Vítor. “Aceitei logo o desafio. Gosto muito de jogar, mas a possibilidade de seguir a carreira de treinador é um sonho”, diz, assegurando que o sucesso que os técnicos portugueses estão a alcançar lá fora “tem permitido abrir muitas portas a colegas. Os treinadores nacionais estão muito cotados e isso é muito bom para todos os que pretendem abraçar a carreira”, acrescentou, enquanto as jogadoras entravam no relvado sintético do Grupo Desportivo e Cultural do Bairro de Santo António para participarem num torneio quadrangular, que envolveu a equipa da casa, o conjunto norueguês, Redondo e Amareleja.

Pode parecer estranho, mas os jogos que ali iriam decorrer davam corpo a uma Prova de Aptidão Profissão (PAP) das alunas Estela Gil e Tatiana Coelho, da Escola Secundária André de Gouveia, que incluía o acompanhamento do estágio de uma equipa estrangeira. “Queremos mostrar que no Alentejo as mulheres também jogam à bola, embora se aposte pouco no futebol feminino. E jogamos com todas as condições climatéricas, como hoje aqui se vê. Faça chuva, faça sol”. E se choveu bem durante a tarde!

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