Telefonia do Alentejo

Unidade de Saúde Pública do ACES do Alentejo Central

Programa na RTA destacou o Braille, a comida picante e a não-violência em ambiente escolar

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação DS

17 Abril 2019

Os dias temáticos relacionados com o Braille, a comida picante e a não-violência em ambiente escolar ganharam protagonismo no programa emitido na Rádio Telefonia do Alentejo (RTA), em parceria com a Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) do Alentejo Central.
Esses temas foram abordados pelo médico especialista de saúde pública Augusto Santana Brito, o médico interno de saúde pública Nuno do Amparo e a enfermeira Rita Leão.
“O Braille é um sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com visão muito diminuída e geralmente é escrito em papel e em relevo”, explicou Nuno do Amparo, acrescentando que “o Dia Internacional do Braille comemora-se a 4 de Janeiro em memória ao nascimento de Louis Braille (a 4 de Janeiro de 1809)”.
A esse respeito, o médico interno esclareceu que “Louis Braille nasceu em Coupvray, na França, e perdeu a visão num acidente que teve durante a sua infância”, frisando que, “apesar da falta de visão, Louis aprendia rápido o que ouvia e era um bom aluno”.
Nesse sentido, “aos 10 anos foi admitido no Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris, onde se faziam os primeiros programas para ensinar cegos a ler”, recordou, apontando que, “no entanto, as técnicas que existiam até à data eram rudimentares, lentas e pouco eficazes”.
Segundo Nuno do Amparo, “mais tarde, Louis criou o código de Braille, a partir de um sistema de escrita militar noturna”.
Contou ainda que “o referido instituto adotou oficialmente o sistema Braille em 1854, dois anos após a morte do seu autor”.
No que se refere a dados, o médico interno revelou que, “hoje em dia, cerca de 253 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual, sendo que 81 por cento têm mais de 50 anos e 84 por cento dos défices visuais são o resultado de doenças crónicas dos olhos”.
Relativamente à cegueira propriamente dita, adiantou que “36 milhões de pessoas são cegas a nível mundial”.
Entre as doenças que podem causar deficiências visuais, Nuno do Amparo destacou “os problemas de refração não corrigidos, as cataratas, degeneração macular relacionada à idade, glaucoma ou retinopatia diabética”.
Quanto às formas de prevenção, o médico alertou que “81 por cento das deficiências visuais podem ser evitadas se diagnosticadas e tratadas ainda cedo”, referindo que “uma forma de evitar estas situações consiste em comunicar qualquer sensação de perda de visão ao seu médico de família, corrigir esta deficiência com a graduação adequada dos óculos, usar bengala em caso de sentir que tem dificuldade em andar (apesar de já usar óculos) e ter moderação no consumo de alimentos com açúcar”.
A escolha do médico especialista em saúde pública Augusto Santana Brito recaiu sobre o Dia Internacional da Comida Picante, assinalado a 16 de janeiro.
Começou por explicitar que “o picante que sentimos em determinados alimentos é uma sensação despertada por certas substâncias químicas na nossa língua, que tem terminações nervosas que nos permitem reconhecer os sabores e outras que nos permitem reconhecer a temperatura dos alimentos”.
Contou que “parece que esses terminais que têm sensibilidade térmica também são recetores de duas substâncias químicas que dão a sensação de picante”, focando que “uma é a piperina, que se encontra na pimenta negra, e a outra a capsaicina, que se encontra no chili / malagueta”.
A esse respeito, Augusto Santana Brito frisou que “são frutos de duas plantas diferentes e também com origens diferentes”.
Mencionou que, “no que se refere à pimenta preta (piperina), é originária da Índia, enquanto o chili (capsaicina) é oriundo do México”, apontando que “hoje em dia consomem-se e utilizam-se na culinária de quase todas as partes do mundo”.
Mas qual é a relação com a saúde e quais os prós e contras do consumo de picante? Segundo o médico, “um estômago normal ao receber este tipo de substâncias protege-se imediatamente, aumentando a secreção de muco de proteção”, mas avisa que “depende da quantidade que se come”.
No entanto, realçou que “um aspeto que está reconhecido é que nas pessoas que tenham patologia gástrica, úlcera ou gastrite, por exemplo, o consumo de picante está contraindicado”.
Não obstante, “sabemos que, hoje em dia, a capsaicina é utilizada como analgésico local, sendo fabricado um creme à base desta substância que é utilizado como anestésico localmente”, explicitou Augusto Santana Brito.
A par disso, garantiu que “tanto a piperina, como a capsaicina têm um certo efeito ativador do metabolismo”, dizendo que “são ativadoras de produção de endorfinas (substâncias químicas produzidas pelo cérebro) e muitas delas têm um efeito euforizante”.
Assim sendo, “uma refeição picante poderá eventualmente estar associada a um certo bem-estar, além de haver um enriquecimento do sabor e até a substituição do próprio sal”, concluiu o médico especialista.
Por último, Rita Leão deu destaque ao Dia Escolar da Não Violência e da Paz, celebrado a 30 de janeiro.
Lembrou que “a data foi instituída em 1964, em Espanha, pelo poeta, pedagogo e pacifista Llorenzo Vidal, mas foi acolhida a nível internacional”, sublinhando que “foi escolhido o dia 30 de janeiro em homenagem ao grande pacifista indiano Mahatma Gandhi”.
Em relação ao objetivo deste dia, a enfermeira adiantou que “passa por alertar os alunos, os professores, os pais, os políticos e os governantes para a necessidade de uma educação para a paz, que promova valores como o respeito, a igualdade ou a tolerância, mas também que é preciso educar para a solidariedade e para o respeito pelos outros”.
Constatou ainda que “fomentar uma cultura de cidadania, incrementar a comunicação entre todos, impedir situações de bullying e favorecer a amizade são preocupações deste dia”.
Para Rita Leão, “a escola deve apostar numa educação para a cidadania de modo a combater os riscos que as desigualdades, as agressões ambientais, a globalização da economia ou o impacto das novas tecnologias”.
Na sua perspetiva, “é necessário mudar mentalidades e promover uma cultura de paz”, considerando que “a escola pode ser o grande palco de formação destes ideais, ao promover nos jovens uma educação que favoreça o emergir de sentimentos de solidariedade e de justiça”.
A mesma enfermeira sustentou também que “a educação é, sem dúvida, o lugar de conquista das maiores vitórias”, reconhecendo que “a tarefa não é fácil, mas é certamente a que tem a influência estrutural na preparação dos cidadãos de amanhã”.
Relativamente aos tipos de violência que acontecem com mais frequência em contexto escolar, Rita Leão destacou “o bullying, a violência no namoro e as ofensas à integridade física”.

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