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Projeto Alentejo Saúde 2019

Workshop de Reanimação Cardiopulmonar na ESGP juntou quase 120 participantes

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação DS

23 Abril 2019

Aprender os procedimentos do Suporte Básico de Vida (SBV) foi o objetivo do workshop de Reanimação Cardiopulmonar, realizado no dia 14 de março, na Escola Secundária Gabriel Pereira (ESGP), em Évora. Aberta à população em geral, a ação contou com 117 participantes, desde os 14 aos 90 anos de idade.
Esta foi a primeira iniciativa do Alentejo Saúde 2019, um projeto apoiado pelo Orçamento Participativo Portugal (OPP) para a região do Alentejo e que vai decorrer até novembro. No total, inclui oito palestras, um workshop e uma campanha informativa.
No site www.alentejosaude2019.pt é possível conhecer o projeto em pormenor e o cronograma das ações.
Nesse mesmo site, pode ler-se que “o objetivo principal é educar e ativar a população, complementando os serviços médicos assistenciais”.
É também referido que “a ativação dos cidadãos consiste na aquisição de conhecimentos por parte destes, que os habilitam a intervir mais sobre a sua própria saúde, complementando o trabalho de toda a equipa assistencial”.
O proponente do Alentejo Saúde 2019 foi o médico interno de Formação Geral, João Figueira. A gestão e acompanhamento cabem à Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) - Direção de Serviço Região do Alentejo; enquanto a implementação está a cargo da Inforensino - Ensino de Informática.
No dia do workshop de Reanimação Cardiopulmonar, decorreu previamente a sessão de abertura do projeto Alentejo Saúde 2019. O evento contou com a participação de representantes de algumas entidades envolvidas, nomeadamente o proponente do projeto, a DGEstE Alentejo, a Inforensino, a ESGP, a Cruz Vermelha Portuguesa, os Bombeiros Voluntários de Évora e a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
No final da iniciativa, Glória Cordeiro, adjunta do diretor da ESGP, considerou que “é fundamental educar os jovens e a população de uma forma geral para as questões da saúde”.
No caso específico deste workshop sobre reanimação cardiopulmonar, a mesma responsável realçou que “toda a população devia ter informação a este nível, mas de facto, se calhar, devemos começar nas escolas com os mais novos a prepará-los para que em situações de emergência eles saibam como agir”.
Durante a ação, os procedimentos de SBV foram demonstrados e ensinados por elementos dos Bombeiros Voluntários de Évora e da Cruz Vermelha Portuguesa.
De acordo com o bombeiro Fernando Morais, “tentámos transmitir aos presentes algumas noções sobre o SBV, como as medidas que devem tomar e a forma adequada do fazerem para podermos reduzir as lesões da vítima em caso de paragem cardiorrespiratória”.
Considerou que “deviam existir mais ações deste género, pois é importante toda a gente saber que gestos simples que podem ajudar a salvar vidas”, alertando que “quanto mais desperta a população em geral estiver, melhor”.
Por sua vez, o bombeiro Pedro Afonso reforçou que “quando uma pessoa está em paragem cardiorrespiratória é importante começar o SBV para evitar lesões a nível do cérebro derivado da falta de oxigénio”, especificando que “assim que se reconhece essa situação, a pessoa deve iniciar as manobras e quando nós chegarmos, damos continuidade a esse trabalho”.
Na sua opinião, “é muito importante que todas as pessoas conheçam estes procedimentos e, por isso, é de louvar esta iniciativa, inclusive por ter sido realizada numa escola”.
O SBV consiste em duas ações principais, as compressões torácicas e as insuflações. Mas antes disso, são necessários outros procedimentos.
Segundo Paulo Marques, coordenador adjunto da Delegação de Estremoz da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), “se encontrarmos uma pessoa caída na rua, devemos verificar se a pessoa está consciente e, se não estiver, começamos a gritar por ajuda”.
Acrescentou que, “de seguida, avaliamos as condições de segurança do local; vimos se a pessoa tem alguma coisa a obstruir as vias aéreas e sentimos se a pessoa respira”.
Paulo Marques continuou, referindo que “depois devemos ligar para o 112 e iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar, com 30 compressões e duas insuflações”.
Apesar desta explicação simplificada e também das muitas informações que circulam, por exemplo, na internet, tal não se substitui à realização de uma ação prática.
Na perspetiva deste elemento da CVP, “era importante que estas ações fossem realizadas com regularidade nas escolas”, opinando que “o SBV devia ser ensinado aos alunos a partir do 5.º ano de escolaridade”.
Disse ainda que, “hoje em dia, muitas pessoas já têm estes conhecimentos e de facto iniciar estes procedimentos faz a diferença no salvar ou não uma vida”.

Opinião de quem participou

José Miguel Rosa, funcionário da DGEstE, já tinha participado numa ação deste género há cerca de um ano e meio, mas decidiu ter outra vez a experiência. “Estas ações são importantes e deviam repetir-se com alguma frequência”, focou, revelando que “nunca estive perante uma situação em que fosse necessário saber estes procedimentos”.
Não obstante, José Miguel Rosa admitiu que “sinto-me mais preparado se for necessário intervir, não sabemos como é que reagimos, mas pelo menos temos algumas bases para poder ajudar”.
Para Adélia Lopes, que participou através da Suão, “esta iniciativa foi muito elucidativa”, contando que “tinha noção de algumas coisas, mas não conhecia os pormenores”.
Como tal, confessou que “acho que se me deparar com uma situação destas, consigo ajudar”.
Inês Barriga é aluna da ESGP e esta foi a segunda vez que frequentou um curso destes, ambos através da escola.
Para a jovem, “é importante para sabermos o que fazer quando alguém se sente mal e, apesar de nunca ter estado numa situação destas, acho que já consigo ajudar”.
Na sua opinião, “estes procedimentos deviam ser mais praticados nas escolas”.

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