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Telefonia do Alentejo

Em parceria com a Unidade de Saúde Pública do ACES do Alentejo Central

Programa na RTA “juntou” a saúde oral, a criatividade, a tuberculose e a dádiva de sangue

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação DS

17 Junho 2019

Em março, a equipa da Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) do Alentejo Central escolheu quatro temáticas distintas para serem faladas no programa emitido na Rádio Telefonia do Alentejo (RTA).
A saúde oral, a criatividade artística, a tuberculose e a dádiva de sangue estiveram em destaque. Para abordar estes temas, contou-se com a presença da higienista oral Sílvia Caeiro; dos estagiários de Psicologia do ACES, Patrícia Barroso e Pedro Fraústo; do médico interno de saúde pública Nuno do Amparo; e da enfermeira especialista em saúde comunitária Rita Leão.
Foi a 20 de março que se assinalou o Dia Mundial da Saúde Oral. Sílvia Caeiro começou por referir que “a saúde oral interfere na qualidade da saúde geral dos indivíduos, pois a cavidade oral é uma porta de entrada de micro-organismos para o interior do nosso corpo”.
Especificou que “doenças orais, como a cárie dentária e as doenças que afetam a gengiva, o osso alveolar e os ligamentos, podem agravar outras doenças, como é o caso da diabetes, problemas cardiovasculares, doenças do sistema imunitário, entre outras”.
A higienista salientou ainda que “uma boa saúde oral favorece a mastigação, a digestão e a fala, além de que ter um sorriso bonito, ajuda na interação social e na nossa autoestima”.
Alertou que “podemos prevenir o aparecimento das doenças orais”, reforçando que “a prevenção é mais acessível e implica menos custos para as pessoas”.
Quanto aos cuidados a ter, Sílvia Caeiro recomendou que “devemos escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia e a duração da escovagem deve ser no mínimo de dois minutos; devemos utilizar uma escova com os pelos de dureza macia e utilizar um dentífrico que tenha entre 1000 e 1500 partes por milhão de flúor”.
Para além disso, aconselhou “o uso de fio dentário, fita dentária ou escovilhão uma vez por dia, antes da escovagem, para limparmos os espaços entre os dentes”.
A par de outros cuidados, a higienista oral destacou ainda que “devemos realizar, pelo menos, uma consulta de rotina por ano, com um higienista oral ou com um médico dentista; bem como olhar com regularidade para dentro da cavidade oral e, se notarmos alguma alteração, por exemplo, uma lesão (ferida) que não melhora ou não desaparece, devemos consultar o médico de família”.
Durante a conversa, recordou também “existe o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, o qual dá acesso a cuidados de saúde oral gratuitos a alguns grupos alvo”.
Sílvia Caeiro especificou que “os cheques-dentista são emitidos e entregues nas unidades de saúde a que cada indivíduo pertence ou através das escolas, consoante os casos”.
Por sua vez, os estagiários de Psicologia Patrícia Barroso e Pedro Fraústo evidenciaram o Dia Europeu da Criatividade Artística, comemorado a 21 de março. E a importância desta escolha prende-se com o facto “da criatividade ser algo muito importante, pois é o que move as pessoas e a sociedade para um lugar melhor, através de questionamentos, pensamentos, reflexões e evolução”, disse Patrícia Barroso, acrescentando que “a criatividade é a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas e pode ser aplicada em qualquer área da vida.
Esclareceu também que “a criatividade artística consiste na capacidade do indivíduo de criar obras com valor e com elevado grau de diferenciação em relação a outras obras”, exemplificando que “uma obra criativa pode ser uma música, uma pintura, um livro, uma escultura ou até um edifício”.
A estagiária de Psicologia lembrou que “todos já passámos pela experiência de ter uma boa ideia que nos foi útil, isso demonstra criatividade”, constatando que “a maior parte dos estudos identifica a criatividade como uma característica presente em todos os indivíduos, alterando-se apenas a intensidade da sua expressão”.
De acordo com Pedro Fraústo, “sem artistas as revoluções não têm música, os museus não têm cor e curiosidade, as mentes não têm liberdade nem ousadia para pensar”, frisando que “envolver as pessoas na cultura e nos eventos artísticos contribui assim para o bem-estar comunitário e para o desenvolvimento social”.
Em relação a algumas características mais essenciais à criatividade que podemos aprender com os artistas, realçou que “podemos dizer que estes não são conformistas e que têm uma capacidade em olhar para as coisas como se fosse a primeira vez, tendo também uma grande imaginação”.
Pedro Fraústo apontou também que “outra característica é a capacidade de pensar de forma divergente, ou seja, de pensar em múltiplas soluções e de associar muitas pequenas ideias até ter um momento de 'insight', isto é, 'aquela lâmpada que acende dentro da nossa cabeça'”.
Focou ainda que “os artistas são geralmente pessoas abertas a novas experiências e que gostam de arriscar até chegar a um resultado inovador”.
Para “treinar” a criatividade, os estagiários de Psicologia deixaram algumas dicas, como “em vez de gastarmos energia a reclamar, devemos arranjar uma solução para os problemas, pois isso estimula a nossa criatividade; ou observar o processo de como as crianças têm as ideias e como rapidamente colocam em prática, já que é quase uma aula de criação”.
Mudando de tema, a 24 de março celebrou-se o Dia mundial da Tuberculose. Segundo Nuno do Amparo, “a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta principalmente o pulmão, transmitindo-se por via inalatória”.
Explicitou que “uma pessoa que tenha tuberculose pode passar a doença a outra pessoa através de espirros, tosse, ao falar e até mesmo ao cantar”, garantindo que “a tuberculose não se transmite através de artigos de uso doméstico, como os talheres e louça ou telefones”.
O médico interno de saúde pública sustentou que “trata-se de uma doença que é transmitida por contacto próximo”, precisando que “não é como a gripe, na qual basta alguém a alguns metros de nós para ficarmos também doentes”.
Revelou também que “se ficarmos infetados com a doença, ficamos com a infeção latente”, mencionando que “nesta situação, a pessoa não tem sintomas nem está contagioso”.
Nuno do Amparo acrescentou que “cerca de dez por cento das pessoas com infeção latente irão desenvolver a doença ativa no decorrer das suas vidas, sendo esse risco maior nos dois primeiros anos após a infeção”, alertando que “o risco de desenvolver a forma da doença ativa é maior nos indivíduos em situação de imunossupressão”.
Outro pormenor revelado foi que, “neste momento, a tuberculose é a doença infecciosa com maior mortalidade”, reiterando que “em cada dia, perto de 4500 pessoas perdem a vida com a infeção causada pela tuberculose e perto de 30 mil ficam infetadas por ela”.
No que diz respeito aos sintomas, o médico interno indicou que “uma tosse que já leva vários meses sem passar; tossir com sangue; ou ter um período longo de tosse e aparecimento posterior de dor nas costelas são razões para ter uma avaliação médica”.
E o tratamento? Nuno do Amparo referiu que “existem várias versões do tratamento, mas geralmente dura vários meses, nos quais se toma vários medicamentos diariamente”, frisando que “estes medicamentos são antibióticos potentes que conseguem destruir as bactérias e, sendo cumpridor no tratamento, a pessoa fica curada”.
Por fim, Rita leão deu destaque ao Dia Nacional do Dador de Sangue, assinalado a 27 de março.
De acordo com a enfermeira, “a institucionalização deste dia serve para evidenciar, junto da população em geral, o valor social e humano da dádiva de sangue, estimulando a sua prática como indispensável”.
Indicou que “pode dar sangue quem tiver bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos”, frisando que “para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos”.
Rita Leão afiançou que “é possível dar sangue várias vezes por ano, sendo que para os homens é de três em três meses e para as mulheres de quatro em quatro meses”.
Evidenciou ainda que “antes da doação de sangue é feita uma avaliação do estado geral de saúde, procurando salvaguardar o bem-estar do dador e do recetor”.
Assegurou também que “não há qualquer possibilidade de contrair doenças através da dádiva de sangue, pois todo o material utilizado é esterilizado, descartável e utilizado uma única vez”.
Já na reta final, a mesma enfermeira focou que “todo o percurso da dádiva, iniciando-se na inscrição, passando pela triagem clínica, colheita e terminando na refeição, demora cerca de 30 minutos”, comentando que “mesmo com pouco tempo livre é possível dar sangue”.

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