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SPEED TALENT: PROJETO COLOCA ÉVORA NO CENTRO DA INOVAÇÃO E DO EMPREENDEDORISMO

O trabalho em rede foi determinante para o sucesso do Speed Talent. Um projeto que ajudou a estimular o empreendedorismo na região do Alentejo e que juntou 9 entidades determinadas em potenciar boas ideias e dar apoio a projetos de alguns jovens e de pequenas empresas, à procura de uma oportunidade para se lançarem no mercado.

17 Junho 2019

A coordenação de todo o projeto esteve centrada no PACT (Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia) sediado na cidade de Évora. A ele juntaram-se a Universidade de Évora, a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL), o Núcleo empresarial da Região de Évora (NERE), a Associação Nacional de Jovens empresários (ANJE), o Sines Tecnopolo, o Instituto Politécnico de Portalegre, o Instituto Politécnico de Beja e o Instituto Politécnico de Santarém.
Percebeu-se que era determinante para o desenvolvimento do Alentejo existirem iniciativas cujo foco se centrasse no empreendedorismo.
“Estimular o empreendedorismo na região do Alentejo era uma falha que existia e que foi detetada por várias entidades. O Speed Talent surgiu como uma resposta para colmatar a carência que existia”, explicou Alexandre Alves responsável do PACT.
A Universidade de Évora esteve envolvida desde o primeiro momento. Acabou por participar em quase todas as atividades e desenvolveu software para aplicar nas novas ideias de negócio. Na opinião de Vanda Rebelo “quisemos ser a entidade que ajudasse os empreendedores a criar rede de contactos quer na academia, como nas empresas e demais instituições. Criar uma ponte entre o empreendedor e o mundo real. Identificámos os investigadores da Universidade com projetos similares aos dos empreendedores e houve uma ótima aceitação dos dois lados”.
O compromisso da Universidade de Évora foi também o de ajudar os jovens da região. “A Missão da Universidade é também a de envolver cada vez mais os alunos. Temos projetos paralelos que se podem trabalhar com as atividades do Speed Talent.”, concluiu Vanda Rebelo

ATIVIDADES INOVADORAS PARA IDEIAS INOVADORAS

O projeto teve inúmeras atividades para pessoas com ideias embrionárias, mas também para empresas já constituídas. Criou-se, por exemplo, um balcão de apoio ao empreendedor, para ser um ponto de receção para os vários empreendedores e para facilitar a comunicação entre todos.
Houve ainda a possibilidade de participação em “Maker Faire” – uma espécie de feira para pessoas que mostram produtos novos e ideias de negócios também inovadoras. O alvo foi um publico jovem que se interessa pela visita a estas feiras. Neste caso, o Speed Talent acabou por ser comunicado entre os mais novos.
Alexandra Correia, sublinhou que o “facto de se trabalhar em rede e de abranger toda a região foi determinante para a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo se envolver no projeto”.
Os roteiros de inovação destinaram-se a um público que frequenta o ensino superior, nos quais se fez um enquadramento de áreas prioritárias que existem na região, com são, por exemplo, o agroalimentar e o ambiente. A esta atividade puderam concorrer os jovens com novas ideias, mas também os que quisessem conhecer um pouco mais sobre cada uma das áreas dos roteiros. Para Alexandra Correia “depois de identificados os setores-chave e as tendências internacionais, identificámos o potencial para o território. Construímos um programa de aceleração de ideias. Incluímos workshops temáticos, uns mais genéricos e outros de cariz mais específico. No final do processo os jovens aprenderam a desenvolver a sua ideia e torna-la sustentável. A ideia destes roteiros foi a de construir uma base para que se possa continuar a trabalhar em cada uma das atividades”.
Houve ainda outras atividades para quem já tinha empresas constituídas. Um programa de aceleração de projetos para Start-Up e Spin-Off.
Com todas as entidades reunidas, trabalhando articuladamente e com o mesmo propósito, conseguiram criar-se condições para avançar com o projeto. “Esta iniciativa não surge isoladamente. Já houve um trabalho prévio. Houve outros projetos no passado que ajudaram a avançar com o Speed Talent”, continuou Alexandre Alves. “O projeto tem uma data de início e de fim, mas todas estas entidades continuam a trabalhar para além Do dia em que supostamente acaba”.
As 9 entidades promotoras acabaram por desafiar os empreendedores e as Start- Up a participarem noutras iniciativas paralelas à execução do Speed Talent. Foram apresentados outros projetos já em curso. A ideia é dar uma continuidade às ações e chamar os empreendedores a participarem noutro tipo de atividades para as quais não estavam de início posicionados.
O tecido empresarial do Alentejo percebeu a necessidade de apoiar os jovens empreendedores e esteve envolvido em alguns dos projetos. Para Rui Espada, do Núcleo Empresarial da Região de Évora, “o Alentejo precisa de uma população ativa e qualificada. Queremos encontrar pessoas dispostas a mudar para a região e que nos tragam novas ideias e novas formas de atuar. Pessoas que queiram arriscar. Há riscos em todas as ideias e em todos os projetos. Mas sabendo onde se quer chegar os riscos acabam por ser menores”

MANTER O FOCO NO DESENVOLVIMENTO DO ALENTEJO

No futuro o compromisso é o de continuar a trabalhar em projetos como o do Speed Talent. Para apoiar as ideias e os empreendedores.
Rui Espada Salientou também a importância de divulgar melhor a região do Alentejo. “Queremos dar a conhecer o potencial da nossa gente e mostrar como trabalhamos. Estamos disponíveis para manter as relações de proximidade. Havendo talento, os projetos são acompanhados por nós”.
Na opinião de Alexandre Alves este é um percurso que se tem de fazer a pouco e pouco: “Devíamos ter passado melhor a mensagem aos nossos destinatários. Mesmo assim foi positiva a reação de algumas empresas no apoio às ideias inovadoras que surgiram”.
A capacidade de articular 9 entidades num propósito comum é uma das grandes lições que se retiram do projeto. Cada uma das entidades promotoras fez um esforço para coordenar agendas para que o Speed Talent tenha sido um sucesso e para que o empreendedorismo no Alentejo continue a crescer.
Outra das preocupações fundamentais deste projeto foi a de mostrar que é possível falar de fixação de pessoas na região, com quadros qualificados. O objetivo continua a ser o de colocar o Alentejo como uma das principais regiões tecnológicas e de inovação do país.

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