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Telefonia do Alentejo

Manhãs da rádio na Amieira Marina

Empresários portugueses e espanhóis juntos à volta do "destino Alqueva"

Fonte: Redação

19 Setembro 2017

Mote lançado pelo administrador da Amieira Marina, Euardo Lucas: é difícil implementar projetos turísticos no regolfo de Alqueva, o que está a comprometer a dinamização do setor em torno da maior barragem da Europa. “Houve a Gestalqueva, o Turismo de Alqueva, mas tudo isto desapareceu e hoje existe um vazio de representatividade”, sublinhou o mesmo responsável aos microfones da Rádio Telefonia do Alentejo, que escolheu a primeira marina interior do país com Bandeira Azul para fechar o ciclo de programas de verão. Uma parceria com o Centro UNESCO Aldeia das Ciências.
Eduardo Lucas reconheceu a dificuldade do setor empresarial em “chegar às entidades” para expor as principais preocupações em torno da barragem , justificando assim a recente criação da Associação dos Empresários do Lago Alqueva (AELA), que junta representantes de ambos os lados da raia que laboram na área do turismo, nesta região transfronteiriça.
“É para fazer valer a nossa voz e dinamizar o território, sempre com o objetivo de sermos um verdadeiros destino turístico”, insistiu, admitindo que a AELA se possa vir a traduzir numa alavanca habilitada a “reunir massa crítica e a conseguir ter uma intervenção junto das entidades para promoção do lago”.
O aluguer de barcos casa, numa vertente dirigida para a natureza, é o negócio da Amieira Marina há vários anos, admitindo Eduardo Lucas que, apesar do projeto não estar muito dependente do avanço dos outros empreendimentos, foi possível dimensioná-lo à “condições existentes” na zona, embora reconheça que o aparecimentode grandes projetos iria traduzir a chegada de mais visitantes à região acelerando a promoção nacional e além fronteiras.
Presente nas manhãs das Telefonia, Norberto Patinho, atual deputado e presidente da Assembleia Municipal de Portel, que também esteve na génese da constituição da AELA, deu o exemplo da Amieira Marina como a prova cabal de que “é possível serem os privados a liderarem este processo” de instalação de novos empreendimentos.
“Houve algumas empresas e a própria Gestalqueva que tentaram abrir caminhos e dar pistas do que era possível fazer em Alqueva, mas os empresários privados já demonstraram que podem ser o motor desta região”, disse.
Patinho defendeu a chegada de empresas “mais pequenas e sustentáveis”. Justificou que “os grandes empreendimentos podem dar muita mão-de-obra, mas depois também podem trazer problemas graves à região. Se alguma coisa corre mal e têm que fechar, acabam por deixar centenas de famílias em dificuldades sem trabalho”, ressalvou.
Garantiu ainda Norberto Patinho que serão as empresas sustentáveis as mais habilitadas a contribuírem para o crescimento da região, promovendo o “desenvolvimento do comércio, indústria, investidores e de todos aqueles que estão ligados ao turismo. O potencial é muito grande, temos boas respostas e qualidade dos produtos, seja na oferta no plano da náutica, animação, hotelaria ou restauração.”
Do lado espanhol marcaram presença José António Carrasco, da Alcor Extremadura, e Oscar Alía Domínguez, assessor jurídico do Consórcio Extremenho de Informação ao Consumidor de Olivença, tendo abordado a forma como o lado de lá da raia olha para o potencial de Alqueva. “Sabemos que é uma grande oportunidade de negócio. Estamos perante um potencial que dantes não existia”, considerou José António Carrasco, para quem é agora tempo de perceber quais foram os projetos que avançaram e quais são os projetos que fazem falta. “Temos que nos unir para que se possa progredir e conseguir criar o tal destino turístico competitivo que todos desejamos”, disse, assegurando que quantos mais projetos de qualidade venham a existir de forma sustentada, mais competitiva será a região dentro da própria Península Ibérica. O mesmo representante alertou que é preciso eliminar questões relacionadas com a fronteira, pondo os empresários de ambos os lados a falarem a uma só voz. “É possível termos projetos conjuntos e criar pequenos nichos de negócios muito interessantes, mas temos de falar de num único lago”, reiterou.

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