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Ponte de Sor tem 23 participações

138 pessoas apoiadas pela Apav no Alentejo

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (Apav) prestou ajuda a 138 pessoas no Alentejo, no último ano, traduzindo menos 44 participações face a 2016, representando a região a percentagem mais baixa do país ao nível de crimes e outras formas de violência com cerca de 1.4% do total nacional. Ainda assim, Ponte de Sor exibe um dos registos mais significativos a sul, com 23 vítimas apoiadas.

Autor :Roberto Dores

24 Outubro 2018

Segundo os dados revelados no relatório anual que a associação apresentou - e no que diz respeito aos crimes e outras formas de violência - os crimes contra as pessoas apresentam-se com uma dimensão na ordem dos 95% face ao total, com grande destaque para os crimes de violência doméstica (75,7%). Já nas restantes dimensões criminais, sobressaem os crimes patrimoniais e as outras formas de violência, como é o caso de bullying.
Por distritos, é Portalegre que encabeça a lista dos apoios alentejanos, com 67 processos, enquanto Évora chegou às 30 participações e Beja às 24 e o Alentejo Litoral às 17.
Já na leitura por concelhos, além dos 23 registos participados em Ponte de Sor, é Évora que exibe o segundo lugar desta lista, com 15 vítimas apoiadas pela Apav, enquanto Odemira se fixou nas oito e Portalegre chegou às sete. Gavião, Nisa, Sousel e Sines têm um registo de seis casos para cada concelho, enquanto Santiago do Cacém exibe cinco processos. Alter do Chão chega aos quatro casos, tal como Alcácer do Sal e Aljustrel.
Com três participações estão os concelhos de Ourique, Estremoz, Campo Maior e Crato, enquanto Alandroal, Borba, Mourão, Redondo, Grândola, Elvas, Avis somaram dois processos cada. Os restantes concelho alentejanos têm apenas um registo nos cadernos da Apav.
De acordo com o presidente da Apav, João Lázaro, 82,5% das vítimas são mulheres, com uma média de 42 anos de idade, enquanto o estado civil destas vítimas dividia-se sobretudo entre as vítimas casadas (28,2%) e as solteiras (23,1%) e pertenciam a um tipo de família nuclear com filhos (33,4%).
O relatório indica que, em termos académicos e profissionais, o ensino superior apresentou-se como o grau de ensino mais referenciado (8,4%) e mais de 30% das vítimas encontravam-se profissionalmente ativas.
Ainda segundo a análise efetuada aos dados da Apav é possível confirmar a existência de um número superior de autores de crime, face ao número de vítimas, dos quais “mais de 80% eram do sexo masculino e tinham idades compreendidas entre os 35 e os 54 anos (23,3%).” Cerca de 30% eram casados e possuíam uma ocupação profissional (32,1%). O tipo de vitimação continuada foi o mais registado em 2017, representando 75% dos casos. Os locais do crime mais referenciados foram a residência comum, a residência da vítima e a via pública. Em cerca de 46% das situações foi formalizada queixa ou denúncia junto das entidades policiais.

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