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Alentejanos gastaram 546 euros em cultura e lazer

As famílias da região gastam em média 546 euros anuais com lazer, cultura e recriação, o que representa 3,1 dos gastos do agregado familiar, mas este valor está muito abaixo da média nacional que está fixada nos 845 euros. Ainda assim, e apesar da verba destinada a estes setores de atividade ainda estar 20% abaixo dos anos pré-crise, acaba por refletir agora uma assinalável melhoria em comparação com a queda que pautou o per

Autor :Roberto Dores

30 Outubro 2018

Segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são ainda os três distrito alentejanos que representam a cauda deste ranking, sobretudo devido à falta de oferta. Mas para que melhor se perceba as disparidades que caracterizam a cultura e lazer no país basta olhar para o mapa da oferta disponível para concluir que o Algarve é a região que mais se aproxima da Área Metropolitana Lisboa, que está próxima dos mil euros, enquanto o Algarve gasta 829 euros anualmente.
Seja como for, a verdade é que estes novos dados invertem a tendência dos últimos cinco anos na região, já que em 2012, no auge da crise, o lazer, a cultura e a recriação foram as primeiras áreas a serem afectadas pelos cortes da população a contas com a austeridade. O setor fala, contudo, numa “recuperação parcial dos rendimentos” e no “otimismo dos indicadores económicos”, confirmando que a cultura e o entretenimento “dão claros sinais de recuperação”, continuando, ainda assim, a ser insuficiente para um retorno dos valores pré-
crise, quando uma família da região gastava bem mais que os atuais 546 euros.

Porém, os resultados não surpreendem os autores do estudo. Justificam que enquanto as famílias do Alentejo continuam a exibir os rendimentos mais baixos, é na Área Metropolitana de Lisboa que se situam os rendimentos mais elevados, permitindo que cerca de 5% os gastos das famílias sejam encaminhados, para a cultura, tendo ainda sido apurado que os espetáculos e os museus lideram este crescimento.
Aliás, ao nível dos museus os turistas apresentam um peso muito forte na recuperação, representando já 43% dos visitantes. Já nos espetáculos os fatores de crescimento são os mais diversos, justificando o estudo que, por exemplo, nunca se consumiu tanta música. Em causa está a adesão massiva aos concertos através da compra de bilhetes. Em 2016 as receitas em espetáculos em todo o país aumentaram 42%, enquanto os bilhetes vendidos tiveram em acréscimos de 26%, estimando-se já que o crescimento seja para continuar.
Do estudo fica ainda a curiosidade de 38% da população ter confirmado que leu pelo menos um livro como atividade de lazer em 2016 e ainda o facto das pessoas terem ido mais ao cinema em 2017, registando-se um aumento de 5% relativamente ao ano anterior.

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