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Festival projeta o Alentejo como destino de arte e natureza

Terras sem Sombra abre 14.ª edição na Vidigueira com o Coro de Szeged e o maestro Sándor Gyüdi

Autor :Nota de imprensa

Fonte: Terras Sem Sombra

14 Fevereiro 2018

Terras sem Sombra, o festival do Alentejo que une a excelência da programação musical – clássica e tradicional – a atividades de valorização do património e de salvaguarda da biodiversidade, está de volta para uma nova temporada que se estende até julho. O projeto é dirigido por Juan Ángel Vela del Campo, reputado crítico cultural de Madrid, que escolheu a Hungria como “país convidado” em 2018. Outras colaborações vêm de Portugal, Estados Unidos e Espanha.
O arranque desta 14.ª edição do TSS vai ser já a 17 de fevereiro. É marcado pelo regresso ao concelho de Vidigueira, na igreja matriz de Vila de Frades, às 21h30, com o Vaszy Viktor Kamarakórus (o Coro de Câmara da Ópera Nacional e da Catedral de Szeged), sob a direcção de Sándor Gyüdi. A iniciativa resulta da parceria do Festival com a Câmara Municipal e a Adega Cooperativa locais, além do Turismo do Alentejo e do Ministério da Cultura.
Fundado no ano de 1958 em Szeged, a terceira cidade da Hungria, país em que a música coral é alvo de grande apreço, o Vaszy Viktor Kamarakórus tem pisado os principais palcos do mundo. O maestro Sándor Gyüdi, detentor de importantes prémios e de extensa discografia, constitui uma referência internacional para quem gosta de polifonia, desde a tradição gregoriana até aos maiores compositores sacros da atualidade.
Se a música é o fio condutor deste festival, o Terras sem Sombra propõe uma experiência aberta a todos os sentidos, convidando os espectadores a adentrarem-se no coração do Alentejo. Cada fim-de-semana oferece um programa aliciante, que associa notáveis repertórios e intérpretes à visita a monumentos extraordinários, geralmente inacessíveis ao público, e à participação em acções de salvaguarda da biodiversidade.
Na Vidigueira, “terroir” de sublimes vinhos, cultura e natureza andam de mãos dadas ao longo de paisagens de cortar a respiração.
A tarde de sábado, 17, é dedicada, a partir das 14h30, a conhecer uma propriedade particular, o convento carmelita de Nossa Senhora das Relíquias (Quinta do Carmo). Vasco da Gama, o célebre navegador, 1.º conde de Vidigueira, faleceu em Cochim, na Índia, em 1524. Os restos mortais do almirante vieram para a igreja deste convento, em 1539, e aí estiveram até à sua trasladação para o mosteiro dos Jerónimos, em 1880. Cuidadosamente preservada, a velha casa religiosa é um tesouro de arte. A orientação da visita está a cargo dos proprietários, Mário, Susana e Filipa Maia e Silva, e do arquitecto José António Falcão.
A manhã do dia 18, das 10h00 em diante, é votada às tradições vitivinícolas da região, com raízes na época romana e que os monges beneditinos (depois, os cónegos regrantes), detentores de vastas propriedades nesta zona, apuraram. Sob a orientação de Virgílio Loureiro, professor no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, e José Miguel Almeida, agrónomo e presidente da Adega Cooperativa, mas também de produtores, como Joaquim Galante de Carvalho e Arlindo Ruivo, vão ser percorridas vinhas centenárias, de onde provém a uva utilizada no célebre vinho de talha ou “petroleiro” – um vinho medieval feito com tecnologia romana. Participar na poda, na época própria para isso, e confrontar práticas antigas e modernas, eis o desafio lançado aos voluntários do Festival.
Nascido em 2003, o projeto Terras sem Sombra resulta de uma iniciativa da sociedade civil. Tem como promotora a associação Pedra Angular e resulta da parceria entre várias entidades. O festival itinera nos concelhos de Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Mértola, Barrancos, Elvas e Beja, de 17 de fevereiro a 8 de julho. Todas as atividades são de acesso livre.

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